terça-feira, 22 de julho de 2014

Fanfic Louis Tomlinson - cap. 15


POV Louis
Acordei com uma enorme dor de cabeça, meu estomago roncava de fome. Levantei-me e fui até o banheiro, me olhei no espelho e só conseguia ver um monstro com olheiras, tomei banho já que ontem não fiz por causa de tudo o que aconteceu. Sentia-me sujo, mas sabia que nem 100 banhos iria me limpar do que realmente me sujava. Culpa.
Desci e estavam todos dormindo, olhei no relógio que era apenas 06 da manhã. Minha barriga doía de tanta fome, fui em direção à cozinha e sentei me apoiando na mesa. Não queria comer, mas sentia-me fraco.
- Ainda com a greve de fome? – Liam perguntou entrando na cozinha.
- Acho que vou tomar somente aguá. – Falei ainda olhando pra uma geladeira.
- Louis, você não vai conseguir nem sair de casa se não comer algo. – Liam me ofereceu uma maçã.
- Eu... – Não conseguia terminar a frase olhando aquela maçã deliciosa.
- Tudo bem Louis, eu sei como se sente e te entendo, mas você pode culpar sua mente sem prejudicar seu corpo. – Liam tinha razão.
- Você realmente me entende? – Perguntei enquanto mordia a maçã.
- Eu entendo, mas isso não quer dizer que você está certo. – Liam sentou a minha frente comendo um sanduiche.
- Não entendi.
- Lou, eu entendo que se sinta culpado, entendo que esteja fora de si por amar tanto a (s/n), eu realmente não sei o que faria no seu lugar. Mas mesmo assim está errado, nós que estamos vendo do lado de fora da situação temos certeza que você não tem culpa, não teria como você saber o que iria acontecer, e não tem como você controlar o destino, ela iria entrar na sua vida de uma maneira ou de outra.
- Você pode ter razão, mas nada disso alivia a culpa que estou sentindo. Se ela não acordar, eu, eu... – Não conseguia nem pensar nessa possibilidade.
- Ela vai acordar. – Liam já estava em pé ao meu lado segurando meu ombro.
- Tenho que ir agora Liam, quero estar com ela o Maximo que eu posso. – Me levantei.
- Tudo bem, mas eu vou com você. E primeiro nós vamos ao psicólogo pra ele te dar aqueles calmantes. – Liam pegou a chave do carro.
- Eu não preciso disso Liam. – Entramos no carro.
- Cara, você gritou a noite inteira, você precisa sim. E sem conversa se não ligo pra um sanatório e vai ser pior.
Eu concordei sem ter outra opção. Fomos ao hospital em silencio, fiquei pensando sobre o que o Liam falou sobre eu gritar a noite toda e lembrei que tive pesadelos durante toda a noite. E todos os pesadelos era eu perdendo a (s/n), ou ela acordando e me odiando.
Chegamos ao hospital e eu estava indo direto ver ela quando o Liam me puxou.
- Nada disso, primeiro a psicóloga. – Ele me puxava em outra direção.
- Não tinha um homem? Tem que ser uma mulher? – Perguntei esperando a Doutora Snow.
- Qual é a diferença Louis? – Liam perguntou curioso.
- Sei lá, me sentira melhor desabafando com um cara. – Respondi meio confuso, realmente não sabia o porquê disso.
- Louis Tomlinson – Uma garota gritou de dentro da sala.
Liam foi ligar pros meninos avisando onde estávamos e eu entrei na sala. Tinha só uma pessoa dentro daquela sala, estava sentada em uma poltrona grande e branca ao lado de um sofá da mesma cor, estava com um caderno na mão e usava um óculos de grau moderno, pareci ser tão nova não conseguia acreditar que era ela a psicóloga, essa garota podia ser minha irmã mais velha.
- Bom dia Louis. – A garota levantou pra me cumprimentar.
- Bom dia Senhora, quer dizer, Senhorita... – Ela riu.
- Seria senhorita, mas pode me chamar de Dra.Snow ou se preferir Becca. Sente-se. – Ela fez sinal para o sofá.
- Se não se importar vou te chamar de Becca, é que você parece ser tão nova pra ser chamada de outra coisa. – Ela riu novamente.
- Não me importa desde que você esteja confortável, e bom, eu sou nova mesmo eu acho, tenho 24 anos. Formei-me cedo. – Ela sorriu gentilmente.
- Nossa me sinto um burro agora, mal terminei a escola.
- Cada um tem um talento especial, o seu não foi o estudo apenas isso. – Ela falava tão tranquila.
- É pode ser. Então como isso funciona? – Perguntei.
- Bom, eu anotado algumas coisas sobre seu caso, mas gostaria que você me contasse desde o começo pra eu poder entender. Pode deitar com a cabeça para aquele quadro, normalmente isso acalma. – Ela apontou para um quadro lindo na parece, era uma linda paisagem com duas crianças brincando em um lago, deitei como ela disse me senti mais calmo, não conseguia ver o rosto dela então me senti mais confortável em falar.
- Tudo bem, bom tudo começou com um incêndio. –Comecei a contar.

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